sábado, 28 de novembro de 2009

tpm

as vezes meu coração dá um nó, fica bem pequeno. mas tenho calma, que eu sei que ele desata e é grande.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

receita

Posologia: tomar um banho de mar no domingo.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

andança

A gente vive em meio de tantos desamores. Despertei, preciso do amor. A o pensar que só ‘’o amor me ensina onde vou chegar’’ vou me deparando com tantos desamores que moram em mim, que traz a amargura, os julgamentos, a não entrega. Quero me libertar disso. Processo de libertação é tão difícil, dolorido, é como um parto, é renascimento. É duro olhar o que eu não gosto em mim mesma, é triste. Perceber o quanto de julgamento está em mim, o quanto eu julgo as pessoas o tempo inteiro. Julgamento é não deixar o amor fluir, assim como o medo, a insegurança. Como a gente se julga, e culpa os outros pelo o que acontece com a gente, acha feio, decadente, desprezível, dá um nó na garganta, dói tocar na própria ferida....mas isso é aprendizagem. Vem desespero, cegueira. Vem , que venha um monte de coisas dessas e eu possa encarar uma a uma. A única coisa que tenho uma certeza reconfortante é que no fundo eu sou feliz, que tudo está do seu jeito, no seu lugar, tudo é aprendizado, crescimento. Isso dá a calma da lucidez que diz: continua a busca pela vida vivida e resplandecente.

sábado, 11 de julho de 2009

as coisas que vão se encaixando

quando li caio ele disse que esses pedacinhos desconexos da vida de repente faziam sentido. aí lembro da outra que lembrou a alguma memória esquecida que viver é uma aprendizagem ou prazer. lembro da música que agradece, com cheiro de alfazema, que é tudo conectado ao mar, a lua e ao sol. ando todos os dias na manhã da cidade, nas pontes que me querem tanto bem, no rio e nas garças. a luz explode, meu agradecimento à vida explode. abro um sorriso e amo.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Bye Michael


Há duas semanas atrás, eu e uns amigos estávamos vendo um vídeo em que centenas de prisioneiros de uma cadeia das Filipinas dançavam os passos de Thriller, de Michael JacKson.Eu pensei ''meu deus, os caras tão numa prisão, lá nas Filipinas e estão dançando Michael Jackson!''.No outro dia, comecei a mostrar os clipes de Michael ao meu irmão de 17 anos. Queria mostrar a ele como o cantor fez parte da infancia de grande parte das pessoas da minha idade... eu lembro que os pirralhas da metade da decada de oitenta pro começo da decada de 90, ficavam querendo fazer aquele passo de escorregar os pés pra tras (eu nao sei o nome). Ou então dava uma rodadinha, colocava as mãos em cima das genitais e dava o gritinho - auh! Eu lembro que eu ouvia assombarada as histórias de Michael. Minha mãe dizia - ele fez cirurgia pra mudar a cor da pele. E as imagens era Michael de máscara, branco, de óculos escuros, com alguém segurando um guarda-chuva (ou seria sol?) por cima dele. Lembro do Fantástico lançando Black or White, aquela parte final quetem um efeito em que as pessoas ficam ''mudando de cara'. Aquilo me encatava, todas as ousadias dos clipes de Michael mexiam demais com minhas imaginações infantis. E aquele clipe Scream então? O tempo passou, dexei Michael meio de lado...só ouvia aquelas notícias de julgamento por abuso infantil, uns clipes na mtv meia boca alguns especiais falando sobre a bizarrice way of life de Michael Jackson. Nesses tempo de agora, uma amiga minha que tem um filho de onze anos falou que ele adora Michael, não pelas músicas, mas pelo fascínio que aquela cara, de nariz estranho causava na criança. Michael Jackson tava ali, no seu posto de lenda viva,sempre dando algumas paginas para os jornais, no lugar de explosão da cultura contemporanea comercial globalizada. Fiquei pensando na Indústria Cultural, como ela faz parte da sua vida, pois com a morte de Michael eu descobri toda uma memória afetiva que eu tenho dele. É a morte de um ícone dos anos 80, de uma modernidade chegando ao Brasil meio sem jeito, de inovações estéticas e o reavivamento de tantas lembranças minhas.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

ultimamente tenho visto de perto alguns cinismos, ultimamente tenho visto de perto o quanto eu me deixo enganar. sim, eu vou falar da crise mundial!
eu vejo nas televisões o presidente lula falando que a crise não afetou e nem vai afetar o brasil. a frase é só uma marolinha, ganhou capas de jornais e caiu na boca de jornalistas, que afirmam com o sadismo escorrendo pela boca - o presidente disse que a crise não passava de uma marola (só faltam dar uma risada de bruxa no final.
enfim, segundo o nosso presidente a crise só deu uma passadinha aqui no país. mas, vamos lá, professores, médicos, enfermeiros, e mais um monte de servidores municipais e estaduais entraram em greve nesse último mês, reivindicando melhorias nas condições de trabalho e equiparação do salário com o piso nacional (que é lei. ok? ok. aí, sabem o que os governos municiais e estaduais dizem? que é impossivel economicamente essa equiparação agora para receita, pois a crise mundial... etc, etc, etc. o presidente e os secretários estaduais e municipais estão falando do mesmo país?
hospitais sem estruturas, condiçoes de trabalhos lamentáveis, escolas precisando de reformas não só nos prédios, e também na visão de educação, e em 2014 vamos ter uma copa mundial!! e sim, eu ouvi ontem no jornal nacional, algum secretário de tocantins falando - se a parceria público-privada não funcionar, o estado esta aí pra garantir a verba! C-O-M-O A-S-S-I-M? ah já? ah já tem dinheiro? tem dinheiro pra construir várias cidades da copa e ficam chorando pitangas pra melhorar serviços básicos e de direito. Aí fazem shows de tudo de melhor (?) da indústria cultural pra comemorar a copa, as pessoas lotam, vão comprar ingressos, lotam filas. isso me lembra alguma coisa da américa latina de gabriel garcia-marquez.
agora resta saber, se com meu desabafo, vocês vão fazer que nem a propaganda das havaianas...
-tristezaaa, por favor vá emboraaa